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Qua13Dec2017

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Coluna da coluna - Iury Rocha

Escoliose (Parte II)


Dr. Iury Rocha

No artigo anterior, discutimos a formação de uma curva lateral indesejada na coluna vertebral chamada de escoliose. Existem várias maneiras de subdividir este tipo de curva: congênita, traumática ou patológica; infantil, juvenil e adolescente; estrutural e funcional. A escoliose adolescente idiopática é a mais comum de todas. Ela é funcional e por isso, sem causa definida.

A maneira mais comum e confiável de medir as escolioses é pelo MÉTODO DE  COBB. As curvas menores de 20 graus  respondem muito bem à tratamento conservadores. Entre as de 20 a 40 graus, a Sociedade Brasileira de Ortopedia recomenda uso de colete corretivo de postura. O mais comum é o colete de Milwaukee, desenvolvidos por Blount e Schmidt ainda na década de 50, e aperfeiçoada ao longo dos anos. A recomendação é usá-lo por 23 horas diariamente. A partir dos 40 graus, intervenção cirúrgica começa a ser considerada, a depender da idade do paciente e da velocidade de progressão da escoliose.

Alguns profissionais recomendam o uso do colete para escolioses abaixo dos 20 graus. Outros alegam que, apesar de estabilizar a curva DURANTE o uso, ela volta a progredir após o paciente deixar de usá-lo. Um dos efeitos adversos do colete, além de estigmatizar socialmente o adolescente, é a atrofia da musculatura para-vertebral, tão necessária para estabilizar a escoliose após a maturidade óssea.

Sim, caros leitores, porque, contrário do que se acredita, a escoliose CONTINUA a progredir após o adolescente atingir a fase adulta, só que em menor escala (contanto que a curva seja abaixo dos 30 graus).

A opção cirúrgica consiste de fusão e estabilização da escoliose por meio de uma barra de metal (Harrington Rod) e é envolta em controvérsias. Duas leis de desenvolvimento ósseo são afetadas diretamente com a implantação da barra: a Lei de Wolff (força e pressão afeta a formação óssea), e a Lei de Hulter-Volkman (aumento de pressão nas placas ósseas diminui crescimento). É prudente, porém, deixar um adolescente de 14 anos conviver com uma escoliose acima dos 40 graus? Este tipo de deformidade óssea afeta somente a estética, ou haverá comprometimento pulmonar ou até cardiológico? Os danos que uma cirurgia indubitavelmente causará à biomecânica daquele paciente compensará os riscos de deixar aquela escoliose evoluir para 40, 50, ou até 60 graus?
 
Felizmente existem vários tratamentos conservadores para ajudar a conter a progressão da escoliose, especialmente as com menos de 20 graus: Quiropraxia, consistindo de manipulações específicas nos ápices das curvas e nas costelas posteriores com torque contrário à concavidade; R.P.G., para estimular a propriocepção e alongar a hipertonicidade da musculatura para-espinhal; Pilates e natação, para fortalecer o lado hipotônico desta musculatura. Terapias como estas têm obtidos resultados extremamente satisfatórios, maximizadas pela força de vontade do adolescente e visão à longo prazo dos pais.

Tratamentos conservadores ajudam, mas não necessariamente impedem a progressão da curva. Por isso, é necessário acompanhamento com exames radiográficos de 02 a 04 vezes por ano (a depender do caso) para observar a evolução da escoliose. No surto do crescimento do pré-púbere, a chave da questão é o que chamamos de “contenção de danos”. O objetivo é reduzir a progressão da curva durante este período, se possível até freá-la. Mas é aceitável (até um certo ponto) a progressão de 1 grau / mês até que este surto diminua e a curva se estabilize, podendo até haver uma regressão  posteriormente.


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