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Qua13Dec2017

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Coluna da coluna - Iury Rocha

Escoliose (Parte I)


Dr. Iury Rocha

Há 02 tipos de curvas fisiológicas na coluna vertebral do ser humano: as cifoses e as lordoses. As cifoses torácica e sacral são curvas posteriores formadas ainda na fase fetal. As lordoses cervical e lombar são curvas anteriores desenvolvidas quando engatinhamos. Estas quatro curvas servem para construir na coluna um mecanismo de amortecimento, funcionando assim como uma espécie de mola.

O problema é quando ocorre exagero ou diminuição das lordoses e cifoses, ou ainda quando surge uma curva lateral que não estava no script e que definitivamente não é fisiológica: a tão famigerada escoliose.

A escoliose é quase tão antiga quanto a humanidade. Foi mencionada até em pinturas rupestres, datadas há mais de 10.000 anos. Mas a pessoa que batizou esta curva lateral foi ninguém menos do que o próprio pai da medicina. Hipócrates usou uma palavra grega – skoliosis – que quer dizer “torto”.

Como alguém se torna uma pessoa “escoliótica”? Existem várias causas: congênitas, traumáticas, e até por doenças neuromusculares, mas a principal causa é idiopática, ou seja, a origem é desconhecida.

Na escoliose, a rotação das vértebras (com os processos espinhosos) é para o lado côncavo da curva, “puxando” as costelas do lado convexo posteriormente, e causando as costelas do lado côncavo a se amontoarem. 65% das curvas  na região lombar são sinistro-convexas. Pode existir uma causa genética, sendo transmitida de pai para filha, ou de mãe para filha ou filho. Talvez por isso, as meninas são as mais afetadas.

Cronologicamente, as escolioses se subdividem em 03: INFANTIL – abaixo dos 03 anos de idade, com prevalência de curva torácica sinistro-convexa; JUVENIL – dos 03 aos 10 anos de idade, com prevalência de curva torácica destro-convexa; ADOLESCENTE – a mais comum – a partir do momento em que ocorre o surto de crescimento no pré-púbere.  A progressão da curva pode ser exponencial até os 16 anos, período em que a maioria das meninas conclui a maior parte do crescimento, podendo atingir um ritmo de 3 a 5 graus por mês. Nos meninos, porém, o crescimento continua por mais 18 meses. Enquanto houver crescimento, há maior possibilidade de progressão da escoliose.

A melhor maneira de constatar a maturidade óssea é analisar o SINAL DE RISSER nas radiografias da região pélvica, que consiste em observar se houve calcificação completa das placas de crescimento da crista ilíaca.

As escolioses podem ser subdivididas ainda em estruturais ou funcionais. As estruturais são causadas por algum problema definido, como uma anomalia congênita (uma hemivértebra), um traumatismo (como uma fratura compressiva lateral), ou até por uma perna estruturalmente mais curta. As funcionais podem ser causadas por uma série de fatores (às vezes não muito definidos): uma perna funcionalmente mais curta, um desnível da bacia (assimetria dos ilíacos), vícios posturais, antalgia causada por hérnia de disco, entre outros. Contrário da escoliose estrutural, a funcional responde extremamente bem à tratamentos conservadores como fisioterapia (R.P.G.), Pilates, e Quiropraxia.

O tratamento convencional da escoliose, recomendada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia, é usar colete 23 horas ao dia, só tirando para tomar banho. Contudo, esta e outras opções de tratamento serão discutidas mais à fundo no próximo artigo, apesar de não existir um consenso de qual seria o tratamento definitivo para a escoliose.


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