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Sex25Jul2014

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Coluna da coluna - Iury Rocha

Anomalias da coluna lombar


Dr. Iury Rocha

No artigo anterior, mencionamos a importância da quinta vértebra lombar como pivô do nosso centro de gravidade. Mencionamos também sua aparência mais atarracada do que as demais vértebras lombares por causa do auto grau de estresse e carga em que a mesma é submetida, como reza a LEI DE WOLFF (mudanças na função de um osso acarreta mudanças em sua estrutura e forma).

Por causa desta lei de ação e reação, as vértebras lombares (especialmente L5) ficam particularmente vulneráveis à certas anomalias que se desenvolvem a partir do estágio fetal. Listamos aqui algumas das mais importantes:

TRANSICIONALIZAÇÃO
É quando a L5 assume contornos e características do sacro (sacralização) ou quando o 1º segmento sacral assume contornos e características lombares (lombarização). Por isso, ao invés de 26 segmentos móveis (24 vértebras, 01 sacro, 01 cóccix), o paciente pode ter “25” com sacralização ou “27” com lombarização. É como ter 04 ou 06 lombares ao invés de 05. Quando a transicionalização é parcial, observa-se freqüentemente a presença de megapófise, que é basicamente o processo transverso lombar adquirindo contornos da ala sacral, presente em muitos laudos radiográficos.

ESPINHA BÍFICA OCULTA
É basicamente uma falha num centro secundário de ossificação em que a apófise ou  processo espinhoso não se forma, causando uma espécie de fenda. Contrario da Espinha Bífida Vera, versão mais perigosa e até fatal, a medula espinhal e suas membranas (dura mater, aracnóide, e pia mater) são contidas no canal vertebral, o que faz Espinha Bífida Oculta ser praticamente inofensiva. Algumas fontes, porém, citam os portadores da Espinha Bífida Oculta propensos a ter instabilidade lombo-sacra, e conseqüente problemas de coluna.

ESPONDILÓLISE e ESPONDILOLISTESE
Trata-se de um defeito de nascença em que há separação da região do arco da vértebra entre os processos articulares superiores e inferiores, causando o corpo vertebral a ficar separado do resto, o que caracteriza a Espondilólise. Quando ocorre “deslizamento” do corpo vertebral, é chamado de Espondilolístese, e quanto maior for este “deslizamento” maior o grau de Espondilolístese (Graus I, II, III, IV, ou no caso de “deslizamento completo”, V). Apesar de algumas pessoas conseguirem viver com esta anomalia sem sintomatologia, ficam definitivamente predispostas a desenvolverem dores de coluna. E, ás vezes, quando a causa é degenerativa ou traumática, pode precisar de intervenção cirúrgica.

TROPISMO INTERFACETÁRIO
Estranhamente ausente dos laudos radiográficos nacionais, tem importante influência na biomecânica correta de L5 (o que na verdade, interessa mais a Quiropraxistas). A direção das articulações zigapofiseais é, na maioria das vezes, ambas no sentido coronal ou no sentido sagital. Tropismo é quando UMA destas  articulações se desenvolvem no sentido coronal e a OUTRA no sentido sagital. Como conseqüência, L5 fica biomecanicamente limitada, podendo o disco degenerar-se prematuramente.

Vejam só quantos excessos o corpo comete em cima da quinta vértebra lombar em nome da toda-poderosa Lei de Wolff!!!


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